Dinheiro da empresa e a necessidade de renda dos sócios

Dinheiro da empresa e a necessidade de renda dos sócios

Tenho recebido aqui no blog, diversas perguntas sobre o comportamento dos sócios na empresa, principalmente quanto à retirada de dinheiro. Dá para ver como é vital para os sócios entenderem a diferença entre renda pessoal e o dinheiro da empresa. Por isso volto novamente a esse assunto, pois um comportamento inadequado ao lidar com o dinheiro da empresa, pode inviabilizar o negócio.

A operação de uma pequena empresa costuma ocupar todo o tempo das pessoas, exigindo dedicação exclusiva. Também é comum que os sócios que trabalham na empresa tenham esta como a única fonte de suas rendas.

Mas, cuidado, o fato da família se dedicar à operação da empresa, não significa que a empresa conseguirá sustentar a família.

Na pequena empresa é comum confundir a necessidade familiar de renda com a remuneração das pessoas que nela trabalham. São duas coisas completamente diferentes.

Os sócios podem contar com duas contribuições da empresa para ajudar na renda familiar:

a)      Salários para os membros da família que forem empregados da empresa e também pró-labore para os sócios que trabalharem nela.

b)      Lucro que for distribuído aos sócios, após apuração do resultado de um período de tempo.

Mas note que os salários nunca deverão ser superiores àqueles que se pagaria aos empregados, não-familiares, na mesma função. Além disso, a empresa não deve ser utilizada para empregar familiares em trabalhos desnecessários. Da mesma forma, o pró-labore é o pagamento que o dono ou sócio recebe por trabalhar na empresa.

Se um sócio não trabalhar na empresa não deverá receber pró-labore. E ainda, para aquele que se dedicar à empresa o valor do pró-labore não deve ser superior ao salário que seria pago a um funcionário na mesma posição.

Pró-labore remunera o trabalho que sócio realizar na empresa.

Exemplo: Uma determinada empresa tem dois sócios. Cada um retira mensalmente R$2.000,00, como pró-labore. Mensalmente a empresa gera lucro de R$6.000,00 que é distribuído em partes iguais de R$3.000,00.

Assim, cada sócio recebe da empresa um total de R$5.000,00, ou seja, R$2.000,00 de pró-labore mais R$3.000,00 de lucro distribuído.

Se estes sócios tiverem despesas familiares superiores a R$5.000,00 cada um, de onde eles completarão a necessidade pessoal de renda? Com certeza não poderá ser da empresa, pois se retirarem dela mais dinheiro esta se tornará inviável. Alguma conta não será paga. Pode ser que no dia-a-dia isto não seja percebido, se for intenso o fluxo de entrada de dinheiro com as vendas e saída de dinheiro com pagamento de contas. Mas é assim que surge o tal “rombo” nas contas da empresa.

Os sócios não podem dizer que pelo fato de se dedicarem todo tempo à empresa, esta tenha de suprir a renda desejada de cada um. Não é assim que funciona.

Cada empresa e cada investimento têm um limite de geração de recursos. Dois erros são largamente cometidos: primeiro o de retirar da empresa o que se precisa sendo mais do que ela pode contribuir; segundo, montar um pequeno negócio e se acomodar nele.

Afinal, pequeno empresário é somente uma expressão, que, de fato, não existe. Existe empresário de pequena empresa. A empresa pode ser pequena, mas o empresário precisa pensar grande, ousar, e ter mais do que um pequeno negócio. Crescer. Empreender sempre.

A.Carlos de Matos

Consultoria em Gestão Empresarial                                                                                                                                                                                          Capacitação Gerencial                                                                                                                                                                                                                                 Diretor de Operações do IBELG – Instituto Brasileiro de Excelência em Liderança e Gestão 

Diretor Executivo da MR Results Gestão Empresarial Ltda

www.ibelg.org.br                                                                                                                                                                                                         WWW.mrresults.com.br    

78 comments on “Dinheiro da empresa e a necessidade de renda dos sócios

  1. Minha dúvida é, meu pai tem uma empresa de comércio exterior onde eu e mais 4 irmãos somos sócios com apenas 1% cada um, eles não me deixam trabalhar na empresa e consequentemente não recebo nada, isso ja faz mais de 8 anos, queria saber se tenho direito a algum lucro ou pro labore. obrigado

  2. Bom dia!
    Tenho 15 % de uma empresa em sociedade,não Trabalho mais na empresa,eu tenho o direito de receber esses 15% em direito ao mês?
    A renda da firma gira do torno de 15mil mensais

    • Sim prezado Lucas

      A empresa deve apurar mensalmente o lucro. Se houver você terá direito a 15% do que for distribuídos aos sócios, de acordo com seu contrato
      social.

      Boa sorte

  3. Boa noite, estou entrando em uma sociedade com 25% de cotas, a partir de agora as contas de cnpj como maquinas, obras, e funcionarios serao pagas pela empresa, ou seja, eu com 25% de cotas pagarei 50% de todas as contas e o outro sócio com 75% das cotas pagará 50% das contas também? e na hora de dividir o lucro receberei somente os meus 25% de cotas

  4. Olá Matos entrei em uma sociedade em 2003, como não tinha capital figuro no contrato com apenas 1%, trabalho na empresa recebo atualmente R$ 5000,00 de prolabore feito por acordo tácito, mas na declaração de renda foi feito divisão de lucro desproporcional, tenho R$ 50000,00 declarado em meu nome agora em 2015 , estamos desfazendo a sociedade e meu sócio disse que não vai debitar esse valor meu favor, como devo agir

    • Prezada Marinete

      Exigirá muita negociação de sua parte.-

      Se você recebia 5.000 de pro-labore deveria ter declarado como tal e recolhido por sua conta INSS e IRPF sobre esse valor. Se não foi oficial, então os 60.000 que recebeu ao longo do ano deveria entrar como Lucro distribuído e sobre lucro distribuído o sócio não paga impostos, pois a empresa já pagou.
      Penso que você deve escolher entre ter os 50.000 como renda e pagar imposto ou ter como lucro distribuído e não pagar nenhum tributo, pois a empresa já pagou sobre a receita bruta.

      Caso eu não tenha entendido a questão, por favor retorne

  5. Boa tarde,
    Parabéns pelo blog!
    Conheci uma pessoa que possui uma cota de um shopping center há mais de 30 anos e nunca recebeu nada por isso. Consta numa das cláusulas que o faturamento seria dividido entre as cotas. O proprietário da cota deve receber por ela? Se afirmativo, ele deve receber retroativo?
    Att,
    André.

    • Prezado André.
      Em resumo, havendo lucro, e por definição do contrato social ou em assembleia de sócios for aprovada a distribuição do lucro, , todo ou em parte, essa distribuição será de acordo com as cotas ou da forma que estiver no contrato social.
      Então há necessidade de verificar:
      – Houve geração de lucro?
      – Houve distribuição aos sócios?
      -Se não houve lucro, como o empreendimento sobreviveu até hoje?
      E por ai vai. Vale a pena contratar um advogado para exigir esclarecimentos e cumprimento dos direitos.
      Boa sorte

  6. Bom dia, gostaria de esclarecer uma dúvida: Montei uma empresa com meu primo, eu entrei com todo dinheiro e meu primo apenas com a mão de obra. No contrato social tenho 70% das cotas e ele 30%, nós dois trabalhamos. Quando fizemos a divisão do lucro retirei o valor inicial que investi para montar a empresa, isso torna a nossa cota iguais ? Poderia fazer essa retirada ? Obrigada.

    • Prezada Lívia

      Tudo depende de negociação. Se você retirou esse valor e seu sócio nada, então significa que você emprestou o dinheiro para a empresa e ela pagou. Não foi investimento. Agora são sócios iguais, pois nenhum dos dois tem dinheiro na empresa. Concorda.

      Boa sorte

  7. Bom dia Matos!
    Sou dentista, tenho uma clínica e estou vivenciando uma questão semelhante. Tenho uma sociedade limitada (3 sócios) com quotas de 33,33% para eu e minha sócia, e 33, 34% para meu sócio.  Pergunta: Se o custo da clínica é de 6 mil por mês, o pagamento dos custos deve ser dividido por 3 conforme as quotas?
    Trabalhamos 13h semanais CADA sócio. Estipulamos no início da sociedade (não em contrato), que cada sócio ficaria com 40% do que produzisse e os 60% restantes de cada um, ficariam para a Clínica arcar com as contas e o que sobrasse, ficaria como capital de giro. Porém minha especialidade chega a ser 2 a 3x mais lucrativa que a dos meu sócios. Os seja, todo mês eu coloco em torno de 2 ou 3x mais que eles, isso já descontando os 40% que eu retiro como pró labore. Isto está correto? Estou me sentindo lesado, com a sensação de estar pagando a clínica sozinho.
    Desde já agradeço sua atenção!

    • Prezado Victor

      Se foi assim que negociaram, agora precisa bancar ou renegociar. O ideal seria definirem bem as despesas comuns e dividirem em partes iguais ou proporcionais ao volume de horas que cada um utiliza das instalações e demais recursos. Pagamento proporcional ao faturamento de cada um pressupõe que seja semelhante. Não sendo, deveria ser proporcional ao uso dos recursos comuns. Quem usar mais, pagará mais.

      Boa sorte

  8. Boa noite Matos!
    Sou dentista, tenho uma clínica e estou vivenciando uma questão semelhante. Tenho uma sociedade limitada (3 sócios) com quotas de 33,33% para eu e minha sócia, e 33, 34% para meu sócio.  Pergunta: Se o custo da clínica é de 6 mil por mês, o pagamento dos custos deve ser dividido por 3 conforme as quotas?
    Trabalhamos 13h semanais CADA sócio. Estipulamos no início da sociedade (não em contrato), que cada sócio ficaria com 40% do que produzisse e os 60% restantes de cada um, ficariam para a Clínica arcar com as contas e o que sobrasse, ficaria como capital de giro. Porém minha especialidade chega a ser 2 a 3x mais lucrativa que a dos meu sócios. Os seja, todo mês eu coloco em torno de 2 ou 3x mais que eles, isso já descontando os 40% que eu retiro como pró labore. Isto está correto? Estou me sentindo lesado, com a sensação de estar pagando a clínica sozinho.
    Desde já agradeço sua atenção!

    • Prezado Victor

      Se foi assim que negociaram, agora precisa bancar ou renegociar. O ideal seria definirem bem as despesas comuns e dividirem em partes iguais ou proporcionais ao volume de horas que cada um utiliza das instalações e demais recursos. Pagamento proporcional ao faturamento de cada um pressupõe que seja semelhante. Não sendo, deveria ser proporcional ao uso dos recursos comuns. Quem usar mais, pagará mais.

      Boa sorte

  9. Matos,
    Questões muito esclarecedoras, parabéns.
    Gostaria de auxílio em um assunto.
    Sou sócia em uma empreendimento com mais dois sócios. A empresa é Ltda e está no lucro presumido, mas este hoje não é de todo o problema ou não sei se interfere no que escreverei abaixo, porém já estará em breve sendo enquadrada no Simples:
    O problema é que temos capital social já integralizado em contrato social e cotas correspondentes, os outros dois sócios estão me cobrando investimento igual, inclusive depósito de forma igual no capital de giro/fluxo de caixa. Eu possuo 25%, um 28% e o outro 47%. Minha dúvida é? Tendo apenas 25%, sou obrigada a compor igualmente o depósito para fluxo de caixa de 60 mil? Eles querem dividir 20 mil para cada um, isto é correto ou eu devo depositar o dinheiro de acordo com o que tenho na sociedade 25%, que seria 15 mil?
    Outra dúvida: realizamos algumas obras e gastei o montante referente as minhas cotas, juntos os outros sócios gastaram mais, inclusive a mais que suas cotas, agora estão querendo somar todas as despesas e me cobrar uma divisão igual por três e não por percentual de cotas, querem que eu devolva a eles dinheiro e me dizem que faze isso com embasamento legal, orientados por advogados, se eu retornar dinheiro a eles estarei gastando muito mais do que os meus 25%.
    O problema hoje é que investi consciente do que posso ainda posso gastar dentro dos meus 25% e agora querem me cobrar mais, porém na divisão dos lucros, quando houver, receberei apenas o equivalente aos meus 25%.
    Meu contrato social que a responsabilidade dos sócios é restrita ao valor de suas cotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social

    Muito obrigada.

    • Prezada

      Esta é uma confusão normal.

      Sempre que um sócio coloca mais dinheiro na empresa, apenas altera a composição das cotas. A menso que um sócio emprestou para o outro. Se foi empréstimo deveria pagar , ou um sócio emprestou dinheiro para a empresa, a empresa deveria pagar. Mas se colocou dinheiro como sócio, esse fato deveria gerar uma reorganização nas cotas de participação.

      Boa sorte

      • Boa noite Matos!
        Sou dentista, tenho uma clínica e estou vivenciando uma questão semelhante. Tenho uma sociedade limitada (3 sócios) com quotas de 33,33% para eu e minha sócia, e 33, 34% para meu sócio. Pergunta: Se o custo da clínica é de 6 mil por mês, o pagamento dos custos fixos mensais da clinica deve ser dividido por 3 conforme as quotas?

        Trabalhamos 13h semanais CADA sócio. Estipulamos no início da sociedade (não em contrato), que cada sócio ficaria com 40% do que produzisse e os 60% restantes de cada um, ficariam para a Clínica arcar com as contas e o que sobrasse, ficaria como capital de giro. Porém minha especialidade chega a ser 2 a 3x mais lucrativa que a dos meu sócios. Os seja, todo mês eu coloco em torno de 2 ou 3x mais que eles, isso já descontando os 40% que eu retiro como pró labore. Isto está correto? Estou me sentindo lesado, com a sensação de estar pagando a clínica sozinho.
        Desde já agradeço sua atenção e parabenizo pelo excelente blog.

      • Prezado Victor

        Se foi assim que negociaram, agora precisa bancar ou renegociar. O ideal seria definirem bem as despesas comuns e dividirem em partes iguais ou proporcionais ao volume de horas que cada um utiliza das instalações e demais recursos. Pagamento proporcional ao faturamento de cada um pressupõe que seja semelhante. Não sendo, deveria ser proporcional ao uso dos recursos comuns. Quem usar mais, pagará mais.

        Boa sorte

  10. Boa noite.
    Estou comprando 50% de uma empresa.
    Porem o dono atual quer me vender 50% da empresa e me deixar responsável por todo o setor financeiro/ contabil/ banco/ entrada e saida de NFE/ contas a pagar e a receber e etc do setor administrativo da empresa e ele fica por conta das vendas e entregas da empresa porém ele esta querendo comprar outra empresa só para ele e colocar um funcionário para exercer a função dele junto comigo na empresa como deve ser dividido o lucro da empresa que temos junto. Depois que ele passar a vim na empresa poucas vezes?

    • Prezada Míria

      O LUCRO da empresa deve ser dividido pelos dois sócios. Mas a retirada de pró-labore deveria ser somente do sócio que trabalhar na empresa. Sócio que não trabalhar na empresa não deveria retirar pró-labore, ou seja, pagamento pelo trabalha que faz.

      Boa sorte

  11. Boa Noite,
    Abrir um negocio com minha sobrinha, pois ela estava desempregada e eu com dinheiro para montar um negocio, combinamos que por eu ter pouco tempo ela iria trabalhar mais e o que seria considerado lucro dela seria abatido para compra das porcentagem da sua participação da sociedade que seria de 50% para cada, porem ela não conseguiu ficar sem renda até o lucro começar a aparecer e arranjou no terceiro mês de empresa um outro trabalho e passou a vir na empresa apenas 3 vezes na semana e as vezes só conseguia ir duas vezes, o desgaste foi muito grande pois investir todo meu dinheiro e tive que ficar trabalhando muito mais horas e dias que ela e ao terminar o nosso acordo ela quer participação nos lucros que ainda não existem , pois a empresa ainda não recebe o suficiente para cobrir o custo e não tem lucro para ser separado, o suposto lucro vai todo para pagamento de luz, aluguel, água e reposição de mercadorias.Qual o direito financeiro ela tem com 3 meses de trabalho tanto quanto eu trabalhei e 2 meses de pouco trabalho e eu trabalhei muito mais e ainda entrei com o capital e até hoje tenho que completar do meu dinheiro particular para pagar contas.

    • Prezada Cristiani

      Se ela estiver no contrato social com 50% das cotas, terá direito a 50% do lucro que for gerado e distribuído. Se vender a empresa, terá direito a 50% da venda. Só.

      Mas precisa conferir a questão da retirada de pró-labore. Se trabalha na empresa deveria receber pelo valor do trabalho que fizer como se fosse um empregado, proporcional à quantidade de dias trabalhados. Mesmo assim, em comum acordo entre os sócios.

      Boa sorte

  12. Otima materia, Sr Matos. Porém, estou com duvidas ainda, apesar de algumas ja sanadas nos proprios comentarios… Meu caso é o seguinte: sou socia de uma micro empresa onde a minha cota é 10%. E a outra socia (minha mae) possui 90% de cotas. Esta empresa foi aberta e meu nome foi somente emprestado. Nao entrei com nada de capital, visto a empresa ja ser antiga e fixada e que ja possuiu anteriormente outros contratos sociais com socios como meu avo e meu pai e outro contrato social onde a sociedade era meu pai e minha mae. Eu trabalho nesta empresa e recebo salario mensal por isso. Porem nao tenho participaçao nos dividendos. Meu cargo é de balconista, atendente de telefone, vendedora, faxineira, alem de emitir notas fiscais eletronicas e emissao de boletos e executar algumas tarefas relacionadas a banco, como verificar pagamentos de clientes e colocar os cheques recebidos em custodia no banco, cobrança de inadimpletes. Tambem executo tarefas como controle de estoque, compra de material e coordeno a sessao da empresa onde funcionarios executam tarefas e produzem os materiais ao qual serao fornecidos ao cliente posteriormente. Enfim, é certo eu receber alguma participaçao dos lucros? Apesar de meu nome ser emprestado? Nao recebo ferias nem decimo terceiro, como um funcionario registrado pois nao tenho registo e sim pro-labore. Ser socia desta empresa foi favor, porem nao estou tendo retorno algum com a empresa que estou ajudando a crescer e obter lucros. Meu pai que intitula-se dono da empresa, (visto a mesma ser herdada do pai dele), tem 4 carros, uma casa avaliada em 500.000.000 que mesmo financiados estao sendo pagos pela empresa. Entao fico na duvida e te pergunto visto a renda de meu pai e de minha mae ser total dependente dos lucros da empresa, onde eu me encaixo nisso, qual seria o mais certo a fazer? Desfazer a sociedade na junta comercial? Exigir participaçao nos lucros? Esta empresa possui rendimento de 30.000 ao mes sendo que somente 12.000 de lucro mensal. Obrigada aguardo seu retorno!

    • Prezada Gabi

      Se você está no contrato social como sócia, você é sócia. Pelo trabalho que você faz você recebe pagamento mensal que você chama de salário, mas o correto é retirada pró-labore, que é o pagamento aos sócio pelo trabalho que faz na empresa. Além dele, tem direito a 10% do lucro que for apurado e distribuído aos sócios. Tem também direito a 10% do valor da empresa se essa for vendida. Também tem obrigações, responde por 10% das obrigações da empresa, e se essa tiver passivo trabalhista e dívidas com o INSS, pode até ser responsabilizada em maior parcela, e perder bens pessoais. Assim, cuide-se. Você é dona também, tem direitos e o mercado e a lei poderão exigir de você responsabilidades de dona.

      Boa sorte

  13. Boa tarde, Tenho uma dúvida sou sócia em uma empresa eu e minha cunhada agora meu irmão ela disse que meu irmão vai trabalhar junto, nosso Pró-labore é de 3.000,00 cada é ela disse que o salário do meu irmão vai ser 2.500,00 tenho 50% da empresa quais são meus direitos com lucros e Pró-labore?

    • Prezada Francine

      Pró-labore paga o trabalho que o sócio faz na empresa. Se não trabalhar não deveria retirar. Pró-labore é despesa.

      Mas o lucro que a empresa gerar poderia ser distribuído aos sócios conforme as suas cotas de participação.

      O importante é o lucro. Aprenda a apurar o lucro corretamente.

      Boa sorte

  14. Olá,

    Tenho uma loja com o meu pai, no inicio seria dividido tudo pela metade 50% para cada um, despesas e lucros. Porém eu fico mais tempo na loja e foi decidido que eu ficaria com 70% dos lucros e ele com 30%. Ele fabrica os produtos e vende para nossa loja, e isso está gerando muitas duvidas na hora de fazer o pagamento dos produtos dele, atualmente estamos fazendo da seguinte forma: Produto: R$5,00 e pago para ele apenas 2,50 o que seria a metade devido a combinação de dividir tudo em 50% essa é a maneira correta?

    Depois de pagar os produtos tiramos o valor do aluguel e o que sobra dividimos 70% para mim e 30% para ele.

    Não entendemos nada de contabilidade e as duvidadas são muitas.

    • Prezado Leo

      Não é uma questão de entender de contabilidade, mas das características do seu negócio. Você precisa aprender a apurar o lucro mensal da empresa. CORRETAMENTE. Isso é dever dos sócios.

      Depois precisa entender 2 aspectos.

      1 – Pagamento pelo trabalho que é feito. Cada sócio que trabalhar NA empresa deveria receber por esse trabalho como se fosse um empregado. E isso é custo (ou despesa fixa), neste caso não necessariamente seria valor igual, depende do “valor” do trabalho de cada um.
      2 – Distribuição do lucro. Havendo lucro, esse poderia ser distribuído aos sócios conforme a participação de cada um na sociedade.

      Compreendeu?

  15. Boa tarde

    Temos empresa de prestação de serviço de engenharia eu e meu irmãos somos engenheiros civis, a empresa é ME com regime de Lucro pressumido, não temos funcionários, realizamos serviços de avaliações e vistorias em obras, estamos emitindo notas, estou em duvida sobre o faturamento como esse dinheiro vai poder ir para nós sócios, quais os impostos que vamos pagar, abaixo tem um exemplo, gostaria mais explicações sobre estes valores, como fica o valor restante.?

    A base de cálculo para lucro presumido “serviço” no caso de vocês é 32%
    Exemplo:

    Faturamento: R$ 100.000,00
    Base de cálculo 32%: R$ 32.000,00
    (-) Impostos 16,33%: R$ 16.330,00

    Valor distribuição isenta de impostos: R$ 15.670,00

    Para retirar valor acima disso incide imposto de renda e INSS.

    • Prezado Rui

      Após pagar 16,33% dos impostos e contribuições incidentes sobre a receita bruta no seu caso de LP, o que sobra é dos sócios, considerando ainda o acréscimo de 10% de IRPJ sobre o que ultrapassar 60.000 de lucro (a presunção de 32% sobre a receita) no trimestre. Também se o valor que for distribuído aos sócios como lucro distribuído ultrapassar os 32% da receita bruta, a empresa é obrigada ao ECD feita pelo contador, o que não é ruim nem oneroso, mas é de praxe.

      Os sócios administradores devem pagar impostos e contribuições sobre a retirada de pró-labore, esta deveria ser mínima, dentro do razoável. Mas o foco é retirar lucro. Compreendeu?

      Você tem a empresa para gerar lucro. O Lucro é seu, livre de impostos, declarados no seu IRPF como rendimento isento. É para isso que temos empresa.

      Boa sorte

      • Obrigado pela resposta.
        Mas o nosso contador quer fazer da seguinte maneira:
        retirada somente final de ano, valor do lucro sem incidência de imposto 15,67% e o restante fazer como pro labore, mas desse jeito vejo que será descontado muito INSS e imposto de renda, pois INSS tem do empregador 20% daí o nosso 11%. Não quer fazer ECD fica mais exposta ao
        fisco, isso é real?
        Nós temos a empresa para gerar maior possível de lucro, mas desse jeito vai virar tudo em impostos.
        Se puder nos dar uma dica sobre estas observações colocadas, e a maneira mais correta, com menos imposto e maior lucro.
        Desde já agradeço a atenção.

      • Prezado Rui

        O correto é uma retirada de pró-labore minimamente razoável para o sócio que trabalhar na empresa. Pois o pró-labore é despesa fixa. E despesa fixa deve ser a menor possível. Concorda? O sócio que não trabalhar não precisa. Apurado o lucro, este pode ser totalmente distribuído, se este for o consenso.

        Caso este lucro distribuído, for superior a 32% da receita bruta, a empresa optante do Lucro Presumido fica obrigada ao ECD. Mas qual o problema? Todos os impostos foram pagos conforme a lei, inclusive o adicional de 10% se ultrapassar 60.000 de lucro no trimestre. O fisco já sabe tudo da empresa através do CNPJ indicado nas compras e nas NF’s de venda. Não há mais nada a esconder. De minha parte entendo que é nossa obrigação fazer a empresa gerar o maior lucro possível. O lucro gerado não é da empresa. É dos sócios, estes podem retirar para a pessoa física ou deixar na empresa aumentando o PL, que também é dos sócios. A riqueza é bem vinda e nosso PIB precisa disso. Sem lucro não haverá progresso. Não tenha medo de lucro, brigue por ele. Lucro é mais que objetivo, é como oxigênio para os seres vivos
        Boa sorte

  16. Olá, primeiramente obrigado pelos esclarecimentos. Muito bom!
    Temho uma duvida sobre a divisão de lucro da empresa para os sócios. Li que a transferência de verba da conta da empresa para a conta pessoal era um crime, sonegação de imposto se não me engano. No entanto gostaria de saber de que maneira essa verba pode ser retirada, não em sua totalidade pois prejudicaria o futuro da empresa.
    A pró-labore é definida pelos sócios?
    Enfim, é possivel tirar essa duvida? Desde já grato!

    • Prezado Cristiano

      O lucro gerado pertence aos sócios. Deve ser retirado. Mas é claro que parte deste lucro deveria ser investido na empresa como reserva ou como melhoria, inovação, crescimento, etc.

      Mas de qualquer forma o lucro pertence aos sócios. Mas o contabilista de vocês deveria apurar com vocês esse lucro, distribuir o que for acordado, e declarar a distribuição para os sócios em documento oficial. Veja que na empresa esse lucro já “pagou” todos os impostos e a parte que vier para cada sócio será informada na declaração de renda da pessoa física como RENDIMENTO ISENTO E NÃO TRIBUTÁVEL.

      Já o pró-labore remunera o trabalho do sócio, como se fosse um empregado. Nada mais. E esse pró-labore está sujeito aos tributos como um salário normal, mas sem direito aos benefícios de empregado

      Compreendeu?

  17. Boa noite,
    Suas sugestões a respeito da gestão da empresa entre sócios é muito esclarecedora. Parabéns por essa consultoria.
    Gostaria de tirar uma dúvida. Tenho sociedade com meu ex-marido (quando abrimos a empresa éramos casados). Sempre trabalhei como Diretora Pedagógica e Diretora de Escola na nossa empresa. Porém após a nossa separação fiquei com a maior parte das dívidas pessoais. Hoje já estou devendo para a escola quase R$ 8.000,00 (após 3 meses de divórcio). Nunca tirei férias de verdade. Sempre trabalhei da hora das 7h as 18h30, sem horário de almoço (em 15 minutos já até escovei os dentes). Praticamos um erro muito comum que acontece na sociedade entre marido e mulher, nós pagávamos as contas pessoais na conta da escola. Agora com a divisão que ele faz de maneira muito superficial (não existe nenhum registro de entrada e saída com comprovantes e tudo que precisa para ter uma conta fiel). Como disse na partilha fiquei com as contas mais altas, pois o apartamento onde mora com nossas duas filhas, ficou comigo e gera um custo muito alto mantê-lo. A divisão dos lucros ao final do mês não cobre minhas contas. Enfim, como diretora de escola, não sou tão requisitada, como os outros funcionários, cuido hoje somente da parte burocrática. Resolvi tirar as minhas férias neste mês de agosto (mês fraco para escolas), e pretendo ir trabalhar em somente dois dias na semana, cumprindo minhas funções de diretora, pois preciso conseguir alguma renda em outro lugar.
    Na teoria meu pró-labore é de R$ 954,00, mas nunca dividi lucros, ele me dava o achava que eu gastaria (atualmente recebia R$ 2.200,00) e não dividia nenhum lucro.
    Na partilha ele ficou com todo o dinheiro e eu com o apartamento e seus custos. Estou à zero de caixa pessoal.
    a Pergunta é: Posso trabalhar quantos dias quiser e fazer próprio horário, já que não existe pró-labore na prática?
    Agradeço a paciência e mais uma vez, parabéns!!!
    Att.
    Elisabeth Silva

    • Prezada Elizabeth

      Se você for sócia no contrato social pode organizar sua agenda como bem interessar, nem é obrigatório trabalhar na empresa sendo sócia, é apenas uma opção.

      Mas se não for sócia mas empregada, então deve seguir a carga horária determinada.

      Boa sorte

  18. Caro Matos,
    Eu e meu marido abrimos uma empresa junto com outro casal, sendo 25% das cotas para cada um dos quatro sócios.
    Acontece que o capital inicial não foi colocado de uma vez e sim durante os primeiros seis meses e não sempre igualitariamente, de forma que hoje, quase dois anos após, a empresa não necessita de mais aporte de capital, mas ficou uma diferença de valor a favor minha e do meu marido. Os sócios querem ajustar essa diferença, mas não vemos a necessidade de colocar na empresa e nem em modificar as cotas. Como seria essa devolução da diferença a maior? Do caixa da empresa? Dos sócios que fizeram menor aporte para os que fizeram maior, no caso eu e meu marido? Essa diferença é de aproximadamente R$ 20.000,00

    • Prezada Liliane

      O correto é colocar o dinheiro na empresa como combinado.

      Mas há outras alternativas como reduzir proporcionalmente o número de cotas dos sócios que não colocaram todo o capital previsto.

      Mas como o dinheiro da empresa é na verdade dos sócios, também poderia dividir esta dívida em 4 partes, pagar aos sócios que completaram o capital 25% para cada um. E o restante para os sócios devedores. Compreendeu?

      Boa sorte

  19. Senhor Matos…
    Estou montando uma empresa com meu irmão. .. porém só eu que vou entrar com a grana. Como será feito essas repartições de lucro etc…
    Obs.: eh uma lanchonete delivery q funcionará de 18:00 a 0:00 eu estou com tempo livre, não trabalho em outro lugar e então tenho tempo durante o dia para afazeres da empresa e ele tem emprego fixo e então só pode esta disponivel depois das 17h. Ele sugeriu q todo dinheiro q entrar servirá para pagar os gastos (iinvestimentos) ou seja, eu q vou receber por isso pq eu q investi…e assim q todo o investimento estiver sido pago, a gnt começa a dividir o lucro. Está correto dessa forma??

  20. Bom dia Matos, parabéns pelo blog, muito esclarecedor. Tenho uma dúvida, e gostaria da sua ajuda. Estou abrindo uma oficina mecânica juntamente com 2 sócios, porém, 100% do capital inicial será de minha responsabilidade, em torno de R$100.000,00 e os 3 trabalham na empresa, eles no setor operacional e eu no administrativo/financeiro. Portanto, gostaria de saber, como elaborar o contrato social na questão da distribuição das cotas e como dividir os lucros? Obrigado

    • Prezado Geraldo

      Como todos trabalharão na empresa, acerte primeiro qual será o valor da retirada de pró-labore de cada sócio para pagar o trabalho que fizerem para a empresa.

      Acerte quanto você vai “doar” de cotas para cada uma. Ou se eles entrarão com dinheiro mais tarde. Pois se eles não colocarem dinheiro e o capital social for de 100.000, se cada um tiver uma cota de 10% significa que você só entrou com 80.000 e os 20.000 restantes foram doação para eles. Compreendeu?

      A divisão de lucro, quando apurado corretamente, será conforme as cotas de participação de cada uma, definidas no contrato social.

      Boa sorte

  21. Estou fazendo um curso de operador de caixa e estou com dúvidas em relação a compra a prazo com entrada,e sem entrada; Se com isso a empresa tem entrada ou saída de dinheiro?

    • Prezada Regiane. Não conseguir compreender sua dúvida. Mas a empresa que vende, tendo um pagamento inicial do cliente, já está recebendo. Aquela que vende sem entrada está retardando o primeiro pagamento.

      Mande novamente, com mais clareza, por favor.

  22. Boa noite achei muito esclarecedor seu blog…mas contudo não achei respostas para minha dúvida então vamos lá, meu tio abriu um ME, e usou meu nome como sócia, de mais ou menos 25% da empresa, eu trabalhei durante 3 anos depois sai, gostaria de saber se existe um salário so por ter o nome na sociedade? Lembrando que não entrei com nenhum capital…e os 3 anos que trabalhei recebi salário como funcionária comum, hj não recebo nada e não posso trabalhar por motivos de saúde, ele tem a obrigação de pagar algum valor pelo meu nome está na empresa? Nunca recebi pelos lucros, mesmo pq não acho justo pois não dei nada na sociedade além do nome.

    • Prezada Alessandra.

      Por direito, você deveria receber 25% dos lucros que forem gerados.

      Por gratidão você deveria ir à Junta Comercial e fazer o distrato social, saído oficialmente da sociedade.

      Mas se ficar, você correrá risco e deveria receber 25% dos lucros para compensar.

      Compreendeu?

      Boa sorte

  23. Consultor Matos,

    Estamos abrindo uma empresa de importação e exportação, somos dois sócios, cada um vai ter 50% das cotas da empresa, sendo que um vai entrar com o capital e o outro com o conhecimento no segmento, o que tem o conhecimento do segmento vai trabalhar na empresa e o que vai entrar com o capital, não vai trabalhar na empresa, quem vai ter direito a pró-labore e quando e como fica a divisão dos lucro da empresa?

    Obrigado e um abraço,
    Castro

    • Prezado Castro

      Todos os sócios terão direito ao lucro que acordarem ser distribuído. Aprenda a apurar lucro.

      Retirada pró-labore é para pagar o trabalho do sócio que atuar na empresa. Faça um acordo antecipado de como será fixado o valor do pró-labore e de como será apurado o lucro. Sem isso, será desentendimento na certa.

      Boa sorte

  24. boa noite meus filhos abrirão um pequena empresa de asitencia tequica em maquinas mas o mais velho veio a falecer ele era casado esta em andamento o inventario mas a viuva não tem como trabalhar na impresa pois bem só meu outro filho que trabalha mas ouvi dizer que ela tem direito de receber a mesma quantia que seu sócio recebe que no caso é seu cunhado isso procede aguardo resposta obrigada

    • Prezada Maria

      Não precede, embora seja sempre acordo com os sócios.

      O sócio que trabalhar na empresa recebe pró-labore para compensar o trabalho que faz, como se fosse um empregado. Além disso recebe parte do lucro que a empresa tiver no mês, conforme a divisão de cotas da sociedade.

      O sócio que não trabalhar na empresa não deveria receber pró-labore mas deve receber parte do lucro que for gerado.

      É necessário aprender a apurar mensalmente o lucro.

      Boa sorte

  25. Boa noite Meu caro consultor Matos,..
    Ficaria grato se esclarecesse a seguinte questão: Estou abrindo uma empresa com mais 5 sócios… O esquema do negocio é o seguinte: 6 profissionais de Saúde, alugaremos uma casa e transformaremos em uma clinica, os gastos iniciais do investimento serão divididos pelos seis… os custos fixos e variáveis do empreendimento também serão divididos por seis, assim como um valor a ser definido de poupança para custos de emergência, marketing e eventuais necessidades… como todos os seis profissionais são autônomos, e terão suas salas individuais para consulta, o faturamento de cada sócio será o de suas consultas, o que obviamente é variável… então como definir no contrato social como será a retirada de capital dos sócios? Desde já agradeço!

    • Prezado Neres.

      É uma situação comum. Pode constar no contrato social que todas as despesas fixas serão divididas mensalmente e em partes iguais para cada sócio. E quanto aos lucros o contrato social deveria explicitar que “serão distribuídos de acordo com a receita proporcionada pelos negócios viabilizados por cada sócio, independentemente da contribuição para o capital social. Para tanto, as despesas fixas serão divididas em partes iguais para cada sócio e das receitas de cada negócios deverão ser abatidos os gastos diretos e as despesas variáveis, sendo que o lucro resultante do negócio caberá ao sócio responsável”.

      O profissional que for elaborar o contrato social, já deve ter prática com estes formatos.

      Boa sorte

  26. Prezado

    Normalmente as pessoas só querem assumir a parte boa. Ele é sócio mas não no contrato social. Então se for tudo bem ele cobra a parte dele, se for tudo mal também. Ele não é sócio de fato, não tem nada a perder.

    A saída é negociar. Mas cuidado. Empresa que não vende, quebra.

    Boa sorte

  27. Olá Boa tarde,

    No início de 2013 entrei como sócia num restaurante, com mais 2 irmãos, coube a mim o investimento total no negócio, e meus irmãos entraram com a ideia e trabalho, porém trabalhei também, os 3 sem remuneração, até que não aguentei mais e vendemos o restaurante após 6 meses. O valor recebido na venda foi utilizado para quitar algumas dívidas e 1/3 deste valor ficou para mim para cobrir parte do que eu investi +/- 1/3 do investimento sem juros). Juntamente com o restaurante montamos um quiosque de sucos, que esta indo bem até hoje.
    Ficou combinado que os outros 2/3 do valor que investi no início seria pago pelo quiosque. Minha dúvida é a seguinte, meus irmãos entraram na sociedade sem investir nada, hoje somente eles trabalham no negócio e tem seus pro-labores, eu não recebo nada…o problema é que o quiosque ainda paga conta do restaurante (com o lucro) e a minha parte sempre fica por último…resumindo tudo está no meu nome e não tenho nenhum tipo de retirada ( alem de estar precisando do dinheiro investido. Pergunto: Meus irmãos tem o direito de pro-labore mesmo eles terem entrado no negócio com a ideia e trabalho? Estou perdida!!

    agradeço desde já , Patricia Sandoval

    • Prezada Patricia;

      É simples. Seus irmãos, como trabalham no atual negócio, têm direito ao pró-labore para compensar o trabalho, se estiverem oficialmente como sócios. Este valor é semelhante ao que seria pago a alguém não sócio.

      Falta apenas vcs apurarem o lucro mensal, e este pode ser dividido pelos 3 ou pagar a vc se foi o combinado.

      Então basta aprenderem a apurar o lucro. Compreendeu?

      Boa sorte

  28. Gostaria de saber se o sócio de uma empresa vende um imovel em nome da empresa e ele vai precisar de todo este dinheiro para pagar uma conta pessoal, qual a forma correta contabilmente para ele fazer esta retirada sendo que ele não tem lucro acumulado para retirar.

    • Prezada Adriana

      Se entendi direito, penso que não há como misturar as questões.

      O que é da empresa, é da empresa, pessoa jurídica.

      O correto seria considerar o valor como lucro distribuído. O lucro pertence aos sócios, e pode ser retirado da empresa para a pessoa física, pois em sua apuração já houve a incidência do IRPJ e da CSSL.

      Mas converse com o contabilista que assessora sua empresa, é o melhor caminho.

      Boa sorte

  29. Olá sou proprietário de uma microempresa, tenho a minha mãe como sócia só por fachada, ela não recebe nada, só eu que trabalho na empresa e não tenho funcionários, no caso eu sou obrigado a tirar um pró-labore todo mês
    ? Em vez do pro-labore eu posso fazer a retirada dos lucros todos os meses e depositar na minha conta física e no caso essa retirada ela é isenta de imposto de renda de pessoa física ?
    Obrigado

    • Prezado Marcelo

      Se você trabalha na empresa deveria fazer retirada pró-labore mesmo que de um SM, e recolher os encargos devidos.
      E o lucro que for apurado, você poderá retirar, e não pagará IR, pois se a empresa for optante do SIMPLES ou do Lucro Presumido, não haverá encargos sobre o lucro resultante do exercício, mas sobre o faturamento. Para o ajuste anual do IRPF, seu contador poderá fornecer declaração sobre o pró-labore, encargos recolhidos e do lucro distribuído, já livre de IR.

      Quanto à sua mãe, se estiver no contrato social, ela é sua sócia de fato e de direito. Com direito à parte de lucro correspondente às suas cotas.

      Esta expressão “fachada” que vc comentou, não é verdadeira.Ela é sócia com direitos e obrigações perante a lei.

      Boa sorte

  30. sou socia proprietaria de uma (ME) prestamos serviços de reformas de imoveis mas não estamos conseguindo ter uma margem de lucro
    estamos um pouco perdidos mas agora vou tentar colocar em pratica o que li
    obrigado.

  31. Bom dia, trabalho em uma empresa, ganho em cima do meu salário 40% há mais de 5 anos, mas só que a empresa que tirar essa porcentagem e indenizar. Queria ter uma base de como calcular essa indenização.

    • Prezado Abraão

      Procure um advogado trabalhista pois são vários aspectos que devem ser considerados. No caso de de incorporação ao salário, deve também considerar todos os encargos trabalhistas. Inclusive do passado (!?).

      Boa sorte

      Matos

  32. Olá. Li o seu blog, e foi muito esclarecedor em vários sentidos, porém estou com uma dúvida com relação ao meu empreendimento.

    Sou sócia-proprietrária de um studio de pilates juntamente com outra sócia e possuímos três fisioterapeutas funcionárias. Todas nós (5) prestamos atendimentos de pilates com cargas horárias distintas. Pagamos as nossas funcionárias por valor hora.

    A dúvida levantada é se nós sócias devemos receber o mesmo valor/hora de atendimento que as outras funcionárias ou a mais? Vale informar que o valor pago pelos clientes é o mesmo independente do profissional que o irá atender. Também informo que uma das sócias possui mais horas de atendimentos que outra.

    Atualmente nós, sócias, recebemos o mesmo valor/hora que as funcionárias, além da divisão dos lucros.
    Portanto, gostaria de saber, como podemos dividir os valores em atendimentos, pro-labore e divisão dos lucros. Até que ponto é justo aumentar o valor de atendimento das sócias se elas exercem a mesma função que as outras funcionárias? Estamos num impasse de opiniões sobre este assunto e portanto seria de grande valia receber um aconselhamento externo.

    Desde já agradeço.

    • Prezada Mariana

      Os sócios podem negociar várias possibilidades. Mas a melhor organização é a seguinte:

      Os sócios que trabalharem na empresa podem fazem retirada de pró-labore como compensação justa pelo trabalho que realizarem. A forma do justo é exatamente considerar o valor do trabalho como se fosse um funcionário,pois o que os sócios devem receber é o lucro que for gerado, após decidir quanto do lucro voltará para a empresa na forma de melhorias e crescimento.

      Em resumo:
      1 – Retirada de pró-labore pelo mesmo valor hora dos funcionários.
      2 – Proceder mensalmente a apuração de lucro (faça isso corretamente)
      3 – Decidirem quanto do lucro será distribuído para as sócia: se tudo ou parte.
      4 – Decidir o que fazer (e já fazer) com a parte do lucro que ficar retida na empresa.

      Sócios recebem lucro. Trabalhador recebem pagamento pelo trabalho.

      Abraço
      Boa sorte

  33. Olá,
    Li este post como uma forma de achar uma resposta à minha dúvida. Não sei se o senhor pode me ajudar, mas vale tentar.

    Meus pais tem uma micro empresa que apresenta ‘problemas’ com seu faturamento, ou seja, a empresa não lucra a bastante tempo e ela acaba sendo a principal fonte de renda da família. Isso afeta bastante em casa. Agora com a declaração de IR, tenho uma dúvida que se refere a isso, o contador da empresa colocava nos IRs anteriores como se meu pai retirasse 1 SM por mês – sendo a mesma coisa para minha mãe, que na verdade não recebe nada da empresa e é Do Lar, mas só tem o nome no contrato social como sócia 50% – no entanto essa renda (em torno de no total 1090,00) não chega nem perto do faturamento mensal da empresa e também muito menos no que é utilizado em casa. Seria declarar um rendimento que não existe.
    Outra informação que eu acho importante é que meu pai é aposentado por idade – e acaba colocando o R$ da aposentadoria para pagar as contas da loja. Ou seja, a aposentadoria não entra em casa ela é utilizada para diminuir as dividas da empresa.

    Depois desses pontos que relatei, acredito que essa atitude do contador não está correta diante desses valores. Já que a declaração de renda é uma forma de comprovar o rendimento dos integrantes da família. Poderá ter problemas futuramente?

    Desde já obrigada pela atenção. Flávia

    • Prezada Flávia

      Penso que não há problemas. Para uma empresa funcionar precisa de pessoas, se a empresa não tem funcionários significa que são os sócios que tocam a empresa, Ora, o trabalho precisa ser remunerado, dai esta retirada prevista pelo contador em forma de pró-labore, que é o pagamento da empresa pelo trabalho dos sócios.

      Mas penso que esse não é o problema maior. Toda empresa tem de dar lucro, a loja também. Por que não está dando ???. Penso que são 3 as possibilidades de não dar lucro.

      – Não está vendendo o volume que precisa vender
      – O preço de venda não recupera os custos e despesas
      – Há custos e despesas que não combinam com este tipo de negócio.

      Agora só temos dois caminhos. Ou corrige estas questões ou fecha a empresa. Continuar no prejuízo sem fazer algo focado para corrigir NÃO É INTELIGENTE.
      Manter o negócio sem uma estratégia de correção é perder dinheiro.

      Corrija as falhas, encerre a empresa, venda a loja ou mude de ramo. Mas ficar apenas esperando melhorar não é atitude de empreendedor.

      Boa sorte.

  34. Ola Antonio Carlos, td bem…

    Primeiramente quero parabenizá-lo pela excelente palestra do último sábado na I Virada Empreendedora.

    Pra mim foi muito esclarecedora e resolvi tomar algumas decisões após assisti-lá. Tenho uma clínica de terapias alternativas (massagens orientais, reiki, acupuntura sem agulhas,etc) e percebi o quanto tenho perdido dinheiro principalmente quando os clientes agendam horários e não comparecem.

    Vou acompanhar seus comentários no blog e no twitter.

    Obrigada e boa semana.

    Solange Medeiros

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